Base A · vigilância nacional
SIVEP-Malária
2012 a 2020
Notificações de malária em todo o território nacional. Só no Amazonas, 15,5 milhões de exames no período.

Record linkage inspirado pela genômica
Conecte registros da mesma pessoa entre bases, mesmo com erros de digitação, abreviações e informações incompletas. Da pesquisa à operação, com tecnologia inspirada na genômica.
Representação computacional inspirada no DNA. Nenhuma amostra genética é utilizada.
Método nascido e validado em
O problema dos dados reais
Record linkage é o processo de identificar registros que representam a mesma pessoa, entidade ou evento em bases diferentes, mesmo quando os dados apresentam variações ou inconsistências.
Bases construídas em épocas, sistemas e finalidades distintas raramente compartilham um identificador confiável. Quando é preciso reuni-las, as diferenças aparecem todas de uma vez.
| Origem | Nome | Nascimento | Nome da mãe | Município |
|---|---|---|---|---|
| Base A · saúde | MARIA CLARA DE SOUZA | 14/03/1987 | ANA SOUZA | SÃO PAULO |
| Base B · educação | MARIA C. SOUSA | 1987-03-14 | ANA SOUSA | SAO PAULO |
| Base C · registro civil | MARIA CLARA SOUZA | 14/03/87 | campo vazio | S. PAULO |
Erros, acentos e abreviações alteram a escrita.
Datas inconsistentes e campos ausentes.
A mesma pessoa ocupa vários registros.
Sistemas sem um identificador confiável em comum.
Demonstração conceitual
Uma ilustração simplificada do princípio: registros diferentes são codificados, alinhados e avaliados por similaridade. Os nomes abaixo são fictícios.
O registro da base A é MARIA CLARA DE SOUZA. O registro da base B é MARIA C. SOUSA.
Duas grafias do mesmo nome, vindas de bases diferentes.
Demonstração conceitual simplificada. Não representa o algoritmo proprietário completo da D2DNA.
Tudo é processado no seu navegador. Nada é enviado, registrado ou armazenado.
Como funciona
A abordagem reaproveita ferramentas criadas para comparar sequências genômicas, projetadas justamente para encontrar semelhança onde existe variação.
Normalizar e organizar os campos de identificação relevantes de cada base.
Representar cada registro como uma sequência de DNA in silico: uma representação computacional, sem qualquer material biológico.
Comparar as sequências com princípios e ferramentas de alinhamento inspirados na bioinformática.
Avaliar o grau de similaridade e identificar as correspondências prováveis entre registros.
Devolver resultados estruturados para análise e uso nos sistemas do cliente.
Caso aplicado · Amazônia brasileira
Antes mesmo de o método ser publicado, ele já estava em uso: um estudo de coorte precisava cruzar a vigilância nacional de malária com registros clínicos hospitalares, e não havia chave que ligasse as duas bases.
Base A · vigilância nacional
2012 a 2020
Notificações de malária em todo o território nacional. Só no Amazonas, 15,5 milhões de exames no período.
Base B · registros clínicos
2012 a 2016
Triagem de HIV no hospital tropical de referência em Manaus: 42.121 pessoas triadas, 1.569 com resultado positivo.
alinhado por nome · data de nascimento · nome da mãe
Sem identificador único entre as bases, a correspondência foi feita pelos campos de identificação disponíveis. Cada base foi deduplicada antes do linkage, e só foram aceitos pares acima de um limiar de probabilidade de 0,7. Todos foram revisados manualmente para excluir homônimos, irmãos e duplicidades.
Pessoas HIV positivas tiveram 6,48× mais risco de contrair malária por Plasmodium vivax.
Risco relativo ajustado 6,48 (IC 95% de 5,37 a 7,83; P < 0,0001).
Até então quase não havia dados sobre essa associação: o que se sabia de coinfecção vinha do Plasmodium falciparum na África subsaariana. O achado só foi possível depois de cruzar as duas bases, e representa um desafio adicional na formulação de políticas públicas para pacientes com a doença.
Ler o estudo de coorte · Scientific ReportsO linkage foi executado com o Tucuxi-BLAST em uma estação de trabalho Linux (Intel Core i7-8700, 12 núcleos físicos, 32 GB de memória) comum, sem infraestrutura dedicada. Estudo conduzido por equipe de pesquisa multi-institucional com participação dos autores do método; resultados nas condições descritas na publicação.
Origem científica
A abordagem da D2DNA nasceu de uma tese de doutorado em Bioinformática na Universidade de São Paulo e de um método publicado e revisado por pares.
"Integração de bases de dados administrativos com ferramentas genômicas", defendida em julho de 2021 no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioinformática da USP, sob orientação de Helder Takashi Imoto Nakaya.
Ver tese na Biblioteca Digital da USP"Tucuxi-BLAST: Enabling fast and accurate record linkage of large-scale health-related administrative databases through a DNA-encoded approach", publicado em 11 de julho de 2022 na PeerJ (10:e13507), sob licença aberta CC BY 4.0.
Ler o artigo na PeerJA linha de pesquisa evoluiu para soluções aplicadas de integração de dados. A D2DNA leva esses princípios a projetos reais de record linkage, deduplicação e relacionamento de bases.
A ferramenta consegue relacionar o mesmo paciente em outra base porque trata as inconsistências como se fossem mutações no DNA.
Em experimentos descritos no estudo publicado em 2022, avaliando bases simuladas e bases administrativas brasileiras reais:
Comparado a cinco ferramentas de record linkage existentes sobre um conjunto padrão-ouro derivado de bases de saúde reais, obteve a maior acurácia e velocidade entre elas.
A validação incluiu uma base simulada com registros de 300 milhões de indivíduos.
Estes são resultados do estudo acadêmico de 2022, obtidos nas condições descritas na publicação. Não constituem garantia de desempenho nem parâmetro de serviço para projetos atuais.
Soluções e serviços
Comece pelo seu desafio. Conheça a aplicação do método e o formato de trabalho adequado à sua operação.
Integração, codificação e execução: capacidades complementares, combinadas conforme o projeto.

Capacidade
Rastrear a mesma pessoa em bases construídas por sistemas diferentes, mesmo sem identificador comum, e reduzir duplicidades dentro de uma mesma base.
O que entrega
A abordagem tem origem no Tucuxi-BLAST, a ferramenta inicial descrita na publicação de 2022.
Falar sobre Record Linkage
Camada de privacidade
Os registros são codificados em sequências de DNA in silico antes da comparação. Durante essas etapas, o alinhamento trabalha sobre as sequências codificadas, e não sobre os campos originais em texto claro.
O que entrega
Camada adicional de privacidade. Não substitui as obrigações de proteção de dados de cada instituição.
Falar sobre DNA Encryption
Integração
Integração por API para acionar o linkage a partir de processos e produtos já existentes, sem reconstruir a operação em torno da ferramenta.
O que entrega
/v1/med-blast/match# requisição { "record": "MARIA C SOUSA|1988-02-03", "threshold": 0.75 } # resposta · ≈ 25 ms { "match": true, "score": 0.87, "id": "b-88512" }
Números divulgados pela D2DNA para demonstrar a escalabilidade do modelo algorítmico. Dependem de configuração e do perfil da base.
Falar sobre APIs · Med-Blast
Plataforma
Ambiente para submeter bases, executar processos de integração e acompanhar os resultados sem manter a infraestrutura internamente.
O que entrega
Quando o desafio não cabe em um formato pronto, a equipe atua desde o diagnóstico: desenho da estratégia de linkage, definição de limiares, avaliação de qualidade e proteção dos dados envolvidos.
Descrever meu cenárioGratuito para pesquisa acadêmica
A ferramenta que originou o método é disponibilizada sem custo para pesquisa acadêmica. Se seu trabalho depende de integrar bases e não de um contrato comercial, comece por aqui.
Solicitar acessoÁreas de aplicação
Contextos em que a integração de registros muda a qualidade da informação disponível para decidir.

Reunir informações de um mesmo paciente distribuídas entre sistemas e serviços diferentes. É o contexto em que o método nasceu e foi validado, sobre bases de saúde e epidemiológicas reais.
Ver a origem científicaConstruir coortes e acompanhar indivíduos ao longo de múltiplas bases epidemiológicas.
Relacionar trajetórias e registros educacionais mantidos em sistemas distintos.
Integrar bases administrativas construídas em períodos e padrões diferentes.
Operações que envolvem bases massivas, em que o custo computacional é parte central do problema.
Privacidade e responsabilidade
A codificação in silico introduz uma camada adicional de privacidade: durante etapas do processo, a comparação ocorre sobre sequências codificadas, e não sobre os campos originais em texto claro.
A codificação reduz a exposição direta dos campos de identificação nas etapas de comparação.
Nenhuma técnica substitui política de acesso, base legal, contrato e responsabilidade sobre dados sensíveis.
O desenho de quem acessa o quê, e em qual etapa, entra no projeto desde o começo.
Critérios de classificação e limites de decisão precisam ser auditáveis por quem responde pela base.

Equipe e competência
Uma equipe multidisciplinar que reúne bioinformática, desenvolvimento de software, análise de dados e pesquisa clínica.

CEO e desenvolvedor
PhD em Bioinformática (Instituto de Matemática e Estatística / USP). Pesquisador do Instituto Todos pela Saúde. Desenvolvedor do método de record linkage com dados codificados em DNA.

Chief Scientific Officer
PhD em Biologia de Sistemas. Professor Associado da Universidade de São Paulo e Pesquisador Sênior do Hospital Israelita Albert Einstein.

Consultor sênior
PhD em Imunologia. Médico e pesquisador do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas.

Bioinformata
PhD em Bioinformática pela USP e mestra em Ciência da Saúde. Especialista em análise de dados genômicos e metagenômicos.

Backend e análise de dados
Formação em Mecatrônica e Biotecnologia. Experiência em automação industrial, segurança de bancos de dados, servidores Linux e redes.

Frontend e DevOps
Experiência em implementação de interfaces e otimização de pipelines de CI/CD, com JavaScript, React, Docker e Kubernetes.
Nossos parceiros










As marcas pertencem às respectivas instituições e são exibidas apenas para identificá-las.
Perguntas frequentes
É o processo de identificar registros que representam a mesma pessoa, entidade ou evento em bases de dados diferentes, mesmo quando os dados apresentam variações, erros ou informações incompletas.
Não. Nenhuma amostra biológica ou material genético é coletado ou analisado. O DNA é usado como linguagem computacional: os registros são representados como sequências para que possam ser comparados com ferramentas de alinhamento.
"In silico" significa "em computador". Uma sequência de DNA in silico é uma representação computacional, um texto formado por um alfabeto de quatro letras, que permite reaproveitar algoritmos criados para comparar sequências genômicas.
O alinhamento de sequências foi criado justamente para encontrar semelhança na presença de variação. Diferenças pontuais entre dois registros aparecem como divergências locais dentro de um trecho que, no conjunto, permanece muito semelhante.
Sim. Além de projetos conduzidos pela equipe, a tecnologia pode ser integrada por API a processos e sistemas já em operação.
Não. A origem científica está na integração de bases de saúde e epidemiológicas, mas o problema de relacionar registros inconsistentes aparece igualmente em educação, pesquisa, administração pública e operações com grandes volumes de dados.
O caminho mais direto é descrever o cenário: quais bases precisam ser integradas, qual o volume aproximado e qual decisão depende desse resultado. A partir daí é possível avaliar o formato mais adequado.
Converse com a equipe
Selecione o objetivo e os detalhes que já conhece. Veja o que precisamos avaliar para discutir o projeto.
O que avaliar neste projeto
Precisamos entender quais campos permitem reconhecer a mesma pessoa em sistemas diferentes.
Informações para a conversa
Possível próximo passo
Um possível início é avaliar a estrutura das bases e definir critérios para testar a qualidade das correspondências.
As escolhas preparam uma mensagem. Você pode revisá-la no WhatsApp ou e-mail antes de enviar. Não inclua dados pessoais das bases.